A treinar a produção do fonema /g/... Eu: Então, pensa lá...que frase é que podemos fazer com a palavra "gorda"? L. (7 anos): O pai deu-me um "gorda"-chuva!
Avó da P.: Ai terapeuta, quando sair daqui ainda tenho de ir ao oculista buscar os óculos que o meu marido mandou fazer...nunca mais ficavam prontos! Também, já se sabe...são "agressivos", demoram mais!
A escrever a carta ao Pai Natal... Eu: Muito bem, G., já pediste tudo o que querias para ti. Queres agora pedir alguma coisa para a tua família? G. (6 anos): Sim...para a minha mãe, um anel. Para o meu pai...pode ser uma camisola azul e um troféu do Sporting. Eu: Ok...e para a tua avó? G.: Um cérebro! Eu: Um cérebro???? G.: Sim...eu peço-lhe coisas, ela diz que compra e depois chega a casa e diz que se esqueceu porque tem o cérebro cansado!Precisa de um novo para este descansar!
Eu: Então, já sabes o que vais pedir ao Pai Natal? T. (6 anos): Um jogo (XPTO...qualquer coisa, não sei o nome...mas é dos caros) para o computador! Eu: Ui, coitado do Pai Natal, vai gastar imenso dinheiro nisso. T.: Não! Tu não sabes que o Pai Natal tem uma fábrica? Ele faz o desenho do que quer, mete numa máquina e saem os brinquedos da vida real!
Eu: Oh G., então tu dizes tão bem "gravata" que é uma palavra tão comprida e complicada e não consegues dizer "grande"? G. (quase quase com 6 anos): É o destino... Eu: É o destino? Pois...se calhar é. Não tinha pensado que a culpa podia ser do destino. G.: Acontece, toda a gente tem falhas. G., o meu pequeno cientista de oculinhos azuis, para quem é tão tão difícil estar quieto, que chegou há tão pouco tempo e que já ocupa um lugar tão "gande" no meu coração. :)